FEBRASGO realiza primeiro Fórum sobre Vacinação da Mulher

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FEBRASGO realiza primeiro Fórum sobre Vacinação da Mulher

22 dez. de 2023

O evento destacou a importância das vacinas essenciais para mulheres desde a adolescência até a idade adulta, incluindo o período gestacional

 

Em 20 de outubro, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), com a Comissão Nacional Especializada em Vacinas (CNE) , promoveu o Primeiro Fórum sobre Vacinação da Mulher. Esse encontro teve o objetivo de atualizar o calendário vacinal das mulheres e enfatizar a importância dos cuidados com a saúde feminina, destacando a relevância das vacinas essenciais para as mulheres desde a adolescência até a idade adulta, incluindo o período gestacional.

 

O encontro reuniu todos os atuais membros da CNE vacinas da FEBRASGO, contando com a presença do atual presidente da Federação, Agnaldo Lopes, juntamente com a participação da presidente da CNE Dra. Cecilia Roteli-Martins.

 

“Atualmente, o ginecologista obstetra desempenha o papel de clínico especializado na saúde da mulher. Diante do avanço na proteção contra doenças imunopreveníveis proporcionada pela vacinação, torna-se cada vez mais essencial no processo de educação e atualização do ginecologista. É fundamental que esses profissionais estejam bem informados sobre todo o panorama da recomendação de vacinação, alinhando seus objetivos aos dos pediatras no que diz respeito à imunização. A transformação no comportamento do ginecologista deve ir além da abordagem de doenças, direcionando-se também à ênfase na prevenção por meio da vacinação”, destacou a Dra. Cecília Roteli.

 

Dentre os temas discutidos, destacou-se a apresentação do projeto para as demais sociedades, a análise e atualização de pontos polêmicos e a busca por consensos, entre eles:

 

Imunização contra o HPV

 

Um dos painéis de destaque foi dedicado ao HPV, composto pelos especialistas Julio Teixeira, André Santos e Valentino Magno, que abordaram questões como o esquema reduzido de doses, o uso pós-cirúrgico e pós-violência sexual, além da aplicação em grupos de risco.

 

No contexto da vacinação contra o HPV, ressaltou-se a importância de sua administração desde a pré-adolescência até os 45 anos. Destacou-se a recomendação de pelo menos uma dose para todas as mulheres, sendo que, entre 15 e 25 anos, a eficácia atinge 100% já na primeira aplicação. Para indivíduos imunossuprimidos, a orientação é a administração de pelo menos duas doses. Além disso, discutiu-se o papel da vacinação como tratamento adjuvante em pacientes, e, em situações excepcionais cirúrgicas para indivíduos com 22 anos ou mais, observou-se uma associação com um risco reduzido de lesões recorrentes, especialmente aquelas relacionadas aos tipos 16 e 18 do HPV, contidos na vacina.

 

Imunização contra VSR

 

A discussão na mesa sobre o VSR contou com a expertise dos especialistas Renato Kfouri, Isabella Balali e Susana Aide, abordando temas como a carga e impacto da doença em idosos e crianças, as vacinas recomendadas para gestantes e idosas.

Foi ressaltada a maior susceptibilidade de idosos à influenza, especialmente aqueles com doenças pulmonares crônicas, diabetes, cardiopatias e transplantados, que apresentam maior risco de mortalidade pelo VSR. Destacou-se a importância da vacinação de gestantes, garantindo a imunização dos bebês até o primeiro semestre de vida. A vacinação entre 24 e 36 semanas de gravidez foi indicada, com acompanhamento das crianças até os seis meses, visando prevenir hospitalizações por infecção pelo VSR. Adicionalmente, a vacinação da mulher a partir da 32ª semana de gestação é recomendada para evitar possíveis partos prematuros.

 

Vacinação da Gestante

 

Na discussão sobre a vacinação em gestantes, participaram os especialistas Giuliane Lajos e Fabiola Fridman, abordando temas como coqueluche, tétano, hepatite B, COVID-19 e influenza.

 

A prevenção da coqueluche é vital, sendo a vacina inativada segura durante a gestação, não apresentando riscos de causar a doença. Destaca-se a importância de manter a vacinação em dia entre as gestantes, especialmente durante o pré-natal, onde a vacina dTpa oferece proteção contra difteria, tétano e coqueluche, doenças potencialmente perigosas. Embora alguns pacientes possam desenvolver alergias aos coadjuvantes presentes nas vacinas, é primordial que toda gestante, a cada gestação, receba a vacina após as 20 semanas.

 

Outro tópico debatido foi a vacinação contra o tétano, que é essencial para aquelas que não possuem esquema completo, com a cobertura vacinal diretamente relacionada à redução da incidência. Estratégias que visam garantir uma alta cobertura durante o pré-natal fortalecem o vínculo entre gestantes e equipe de saúde.

 

No que diz respeito à influenza, as opções disponíveis incluem a tetravalente na rede privada e a bivalente na rede pública. A gestante é considerada um grupo de risco, e a vacinação durante a gestação contribui para a imunização do feto. Nos primeiros seis meses após o nascimento, o bebê não deve receber a vacina, mas as vacinas são consideradas seguras na gestação, com risco mínimo de efeitos, geralmente locais. A vacina sazonal é recomendada anualmente, independentemente do histórico anterior de vacinação, durante as campanhas de imunização.

 

 

 

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